A inteligência artificial generativa pode apoiar tarefas de alto volume informacional: inventariar documentos, construir cronologias, comparar versões, organizar alternativas e revisar coerência. Mas o ganho sustentável não nasce de um pedido genérico para “fazer a peça”.
O workflow vem antes do prompt
Uma instrução profissional precisa indicar objetivo, fontes, critérios, formato e verificações. Antes da minuta, o trabalho deve passar por inventário, cronologia, matriz entre fatos e provas, identificação de lacunas e comparação de alternativas.
Quanto maior o impacto e menor a reversibilidade, maior deve ser o controle humano.
Três classificações tornam a saída mais segura
Separar o que está documentado, o que foi inferido e o que ainda precisa ser pesquisado reduz a falsa sensação de certeza. A mesma disciplina deve valer para dispositivos, precedentes, datas, valores e pedidos.
A segunda passagem deve procurar erros
Revisão não é apenas melhorar estilo. Uma etapa independente deve buscar afirmações sem fonte, incoerências de prazo ou competência, pedidos que não decorrem das teses e documentos essenciais ausentes.
A Recomendação nº 001/2024 do Conselho Federal da OAB organiza diretrizes sobre legislação aplicável, confidencialidade e privacidade, prática jurídica ética e comunicação sobre o uso de IA generativa.
Pergunta para reflexão: qual etapa repetitiva da sua rotina poderia ser testada com segurança sem delegar a decisão final?